quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Resident Evil 5 – Review

 x-gamer(1)

Thrasheeeiros e Thrasheiras de plantão! peço milhões de desculpas à todos os que sentiram falta das postagens sobre jogos (alguém sentiu? o.O), eu estive sem internet por um tempo mas creio que agora tudo está bem.. mas esse tempo ausente de internet me fez muito bem, pois eu tive bastante tempo pra me focar nos meus projetos paralelos (tá, eu joguei bagarai) e hoje vou falar um pouco pra vocês sobre um dos jogos animais que eu joguei nesse período (e Já deixo o meu aviso, TODAS as imagens postadas abaixo são imagens DO JOGO não são cinematics nem imagens de divulgação). Fã incondicional da série como sou não podia deixar esse pra depois. Cliquem em Continue lendo e confiram esse super jogo!

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Plataformas: Xbox 360, Playstation 3 e PC

A Capcom é, sem sombra de dúvida, a empresa japonesa mais bem sucedida no mercado ocidental nesta geração. Resident Evil é a mais importante franquia da Capcom e as expectativas no novo episódio eram altíssimas. As desconfianças também, especialmente após o demo que foi taxado por muitos, inclusive por mim, como ultrapassado. Bom chega de lenga lenga e vamos ao que interessa!.

Estilo

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Não demora muito tempo para começar a babar pelas cutscenes de Resident Evil 5. Extremamente bem dirigidas, e totalmente em tempo real, as sequências de vídeo que conduzem a  história do jogo estão entre as mais fodas bacanas já vistas! A iluminação é impecável, a fotografia perfeita, as expressões faciais dos personagens impressionam e as coreografias de luta são daquelas que fazem você assistir várias vezes para não perder nenhum detalhe!. O resultado é devastador.

A história em sí é muito mais Resident Evil do que a quarta edição. Os fãs podem ficar tranquilos, há um monte de referências aos episódios anteriores especialmente ao brilhante CODE: Veronica. Não é um roteiro profundo como Bioshock ou pretensioso como Metal Gear, mas não é essa a proposta da Capcom. O jogo emula um filmão de ação, aqueles que se assiste com o cérebro em ponto morto enquanto apreciamos lindas sequências de ação e mulheres estonteantes. Analisando de modo coerente com sua proposta, Resident Evil 5 é um imenso triunfo narrativo. Tem fantásticas cenas de ação, um vilão caricato e extremamente carismático e mulheres lindíssimas, além de referências aos episódios anteriores que farão os fanáticos da série, como eu, jogarem várias vezes para não perder nenhum detalhe.

O mais belo?

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Resident Evil 5 é um dos jogos mais bonitos desta geração, sim. A modelagem dos personagens é impecável, sem dúvida o melhor trabalho já feito na indústria neste aspecto. Os cenários são grandes,  bem detalhados e concebidos. A iluminação é excelente do ponto de vista técnico, reagindo de modo real aos diferentes tipos de materiais como tecido, areia, água ou concreto. Mas é no lado artístico que a Capcom dá uma aula e mostra que quando os japoneses possuem uma ferramenta de trabalho poderosa como a MT Framework eles podem sim se igualarem as empresas ocidentais. O jogo tem um design de personagens lindíssimo, novamente misturando o realismo ocidental á estilização sensual japonesa.

Outro ponto que merece destaque positivo é a variação de ambientes. Ao contrário do que sugere o demo, o jogo não repete sua paleta de cores e seus ambientes. Nas 10 horas de aventura (sim infelizmente é pouco) o jogo te levará de favelas africanas á cavernas, pântanos, navios, instalações militares e laboratórios hightech. Mais uma vez, isso pode não parecer tão importante, mas devemos lembrar como alguns jogos atuais repetem seus ambientes. A Capcom segue o caminho mais desafiador e cria níveis que mantêm o prazer visual durante toda a aventura.

O jogo também sucede na criação visual de momentos épicos. Um exemplo é o combate contra um dos chefes, um peixão gigante, em uma fragata. Na chuva e no mar revolto, o game cria um cenário perfeito com direito a iluminação dramática e incríveis efeitos de vapor de água. Outros chefões impressionam pelo tamanho e design inspirado.

Os gráficos podem não ser perfeitos, alguns ambientes como as docas são simplórios, mais quando penso em toda a variedade visual que a Capcom trouxe, quando considero o character design perfeito e embasbacante, quando jogo novamente algumas das batalhas contra os chefes ou quando assisto as cutscenes em tempo real, fica difícil não relevar os problemas.

Solidez sonora

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O audio de Resident Evil 5 é bastante satisfatório. O jogo tem uma trilha sonora discreta mas que consegue ressaltar o clima proposto de modo perfeito. Algumas músicas, como a do confronto final, são excelentes e dignas de nota, bem como a canção dos créditos que, inspirada por ritmos africanos, é sensacional. No fim das contas, não chega a ser uma trilha sonora impressionante, mas ela cumpre bem seu papel.

A dublagem é sempre um ponto delicado em jogos japoneses. Enquanto os jogos ocidentais de hoje conseguem escrever diálogos críveis e dirigir os atores de modo á extrair deles uma interpretação verdadeiramente rica, os japoneses continuam com diálogos redundantes e exagerados. Os atores se esforçam e entregam atuações muito boas dentro do que lhes é entregue. O jogo não possui momentos dramáticos então eles não são muito exigidos. O destaque positivo fica por conta da combinação perfeita entre voz e visual. Todos os personagens ganharam vozes que casam de modo irrepreensível com seus visuais.

Os efeitos de som são sólidos e até mesmo clássicos. Alguns dos efeitos, como o subir de escadas ou o barulho do andar dos cachorros, parecem saídos diretamente de CODE: Veronica, uma homenagem válida e que demonstra o comprometimento da Capcom com a identidade da franquia.

Resident Of War

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Já imaginou Resident Evil com muitos tiroteios e sistema de cobertura? Pois bem, é melhor você começar a imaginar. Em Resident Evil 5 a Capcom escancara a vocação para a ação que a série demonstrou no episódio 4.

Mas vamos por partes, primeiro vamos falar sobre os controles, uma polêmica que movimentou bastante os fóruns após o lançamento do demo. Primeiramente, sim, Chris é controlado da mesma forma de Leon em RE4. Isso significa camera fixa por trás do ombro do personagem, necessidade de parar e mirar para atirar e a necessidade constante de correr, girar, atirar e repetir o processo. Isso vai agradar alguns e irritar outros tantos. Antes de protestar, deixe-me tranquilizá-los e defender um pouco Resident Evil 5; apesar da impressão passada pela demo, a mecânica funciona muito bem. Dentro do contexto do jogo, a curva de dificuldade cresce de modo elegante e quando o jogo se tornar verdadeiramente desafiador você estará mestre no sistema estranho de comandos do jogo. Demora um pouco para abstrair do vício de jogos de tiro e começar a usar mais o cenário e estratégias primárias que seguem as mesmas desde o primeiro Resident Evil. Por maior que tenha sido a influência dos jogos de tiro sobre a Capcom, o jogo se mantem fiel á suas raizes em muitos aspectos, então os fãs da série não tem muito o que reclamar no que diz respeito aos combates.

Na progressão de jogo… Vamos entrar em mais polêmicas. Como dito anteriormente, Resident Evil 5 expurga qualquer resquício de jogo de terror existente. O jogo não possui NENHUM susto e também não tem cenas de suspense. É uma jornada de ação de tirar o fôlego e que segue em um ritmo admirável. Mas não, não é um survival horror.

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O jogo é dividido em diversos capitulos curtos de cerca de 30 minutos, cada um terminando com um confronto com chefes ou sub-chefes, alguns com formas bastante inventivas de serem derrotados. Isso mantêm as coisas empolgantes, especialmente quando lembramos que a Capcom sempre acrescenta desafios interessantes no jogo, como sequências em carros e momentos que lembram filmes de Indiana Jones. Some-se a isso o fato do jogo estar sempre apresentando um novo tipo de inimigo e temos um exemplo perfeito de sistema de progressão ritmicamente irrepreensível.

Ah… os tiroteios. Sim, a certo ponto do jogo a Capcom decidiu tornar Resident Evil algo como Resident Of War (ou Gears Of Evil, como preferir). É isso mesmo, não se assuste se você ver um zumbi com uma AK-47 indo pra cima de você hauahuahuah.

Conclusão

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Resident Evil 5 dissipa a má impressão deixada pelo demo. É um jogo divertido, com cenas empolgantes, roteiro cheio de referências que agradarão os fãs mais antigos, gráficos arrasadores e valores gerais de produção invejáveis. Os controles ainda não são o ideal, mas a adaptação é rápida. Não é um jogo de terror mas é um puro sangue de ação fantástico. Cheio de variedade e com co-op divertidissimo, é um jogo que vai muito mais longe de que suas quase 10 horas de duração. Há muitos extras para serem destravados e é divertido o suficiente para ser jogado várias vezes. A Capcom provou mais um vez que é a melhor do Japão e Resident Evil 5 é, ao menos até o momento, o melhor jogo de 2009.

8 comentários:

H377B0Y on 22 de outubro de 2009 10:56 disse...

Sou suspeito pra falar, por dois motivos, primeiramente sou amigo do Brunão e depois sou fanático por Resident Evil, que para mim é o melhor jogo que existe. Existem duas fases na tragetória do mundo dos games, A.R e D.R (Antes de Resident Evil e Depois de Resident Evil).
Mew. MUIIITO show de bola o post que vc fez hein... e não vejo a hora de ir na sua casa jogar, já que meu pobre pczim num roda essas maravilhas.

Laryssa Cohen on 23 de outubro de 2009 00:04 disse...

Eu também sou suspeita pra falar han! x)
Eu adorei esse post, e olha que eu nem sou tão fã de resident evil ! Eu tenho medo :/
iuashuias..
Eu vo jogar, fiquei interessada!
Beijo Brunoooo :D

Silvio Koerich on 24 de outubro de 2009 20:24 disse...

Valeu pelo rico resumo parceiro.

Olha, a coisa que mais me chamou a atenção na tua resenha foi a falta de terror.

Isso arromba por si só o jogo. Terror é a essência do jogo. Fudeu man.

BrunoROx on 24 de outubro de 2009 20:48 disse...

Primeiramente obrigado a todos os que comentaram.. e Silvio *OBS: Adoro teu blog cara* realmente é uma decepção o fato do terror em si ter desaparecido mas embora o jogo tenha se voltado para o lado da ação te garanto que toda a qualidade faz você não prestar muita atenção na falta de terror. Recomendo o jogo está ótimo. Se a falta de terror for a única desculpa pra não jogar, recomendo que o faça.

Rafhaelbass on 24 de outubro de 2009 22:46 disse...

Foi um post fodástico, bom mesmo.... Vi o jogo na casa do ROX, e achei muito bom e com o gráfico beeeeem mais chique que os outros...

Hugo Meira on 25 de outubro de 2009 13:49 disse...

Este blog tá ficando muito escroto! o Layout tá muito show, diria melhor que o meu infinitamente.

O textos estão ficando muito úteis e os posts de games estão sensacionais.

Se continuar assim neste nível com persistência tenho certeza que vai começar tirar uma grana com ele.

Vlw bass e vlw Bruno, vc tá enriquecendo muiuto o rebis!

Rafhaelbass on 25 de outubro de 2009 16:03 disse...

vou encarar isso como elogio....

BrunoROx on 25 de outubro de 2009 19:45 disse...

Bom.. eu não entendi a parte do escroto! mas de resto, muito obrigado pelas palavras Hugo! Com certeza eu e o Rafhael estamos fazendo de tudo pra trazer conteúdo de qualidade pra vocês! Um abraço a todos xD.

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